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Mostrando postagens com o rótulo Shakespeare

Aniversário de Shakespeare - Eventos

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No mês de abril nós, amantes da arte, celebramos a vida e a morte do maior dramaturgo da história - William Shakespeare (23 Abr 1564 - 23 Abr 1616). Destaco aqui dois eventos organizados em homenagem a Shakespeare: Mais informações, clique aqui. Mais informações, clique aqui . Sobre este ultimo evento eu já tinha comentado alguns posts atrás. Na abertura do evento, hoje às 17:30hs, será lançado o sétimo número Revista Scripta Uniandrade, com o dossiê "Releituras de Shakespeare", onde estará publicado o artigo Mulheres sem pecado: discurso misógino e a tragédia do feminino em Otelo, de William Shakespeare, de minha autoria. Quem tiver perto desses eventos, divirtam-se! É cultura por baixíssimo custo.

Para quem curtiu as Mulheres de Shakespeare...

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Vai acontecer em Curitiba/PR durante este mês a 5a. Edição do ABRIL DE SHAKESPEARE, um congresso que inclui palestras, mini-cursos, venda de livros sobre o autor, etc. Uma das obras a serem lançadas no evento é a revista Scripta Uniandrade - Releituras de Shakespeare, a qual incluirá um artigo desta que vos fala. Em breve postarei aqui a programação e o banner do evento. Para quem mora em Curitiba ou tem como ir até lá, vale a pena. Em tempo: o evento ocorre anualmente no mês de abril porque este é o mês de nascimento de Shakespeare. Claudinha Monteiro

Mulheres de Shakespeare Vol. IV - parte II - Ofélia

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Nesta última parte das Mulheres de Shakespeare, estaremos discutindo a personagem Ofélia, por quem o principe Hamlet era apaixonado. A natureza do amor compartilhado por Ofélia e Hamlet é motivo de opiniões bastante controversas; há quem opine que houve relação sexual entre os dois - o que justificaria em certa medida o extremo descontrole emocional de Ofélia ao saber que Hamlet matara seu pai, Polônio. Na versão para o cinema dirigida por Kenneth Branagh (1996), que carrega a fama de ser a única que filmou a obra sem edições, foram incluídas cenas de sexo entre o casal. Embora estas cenas não constem do texto original da peça, permaneceram coerentes ao contexto que envolve o relacionamento dos personagens, com discursos sempre ambíguos, sugerindo um diálogo implícito. A tensão sexual entre os personagens, no entanto, é evidente - Como na cena em que Hamlet rejeita Ofélia ao perceber que ela se aproximara dele a pedido de Polônio e Gertrudes: HAMLET: Se você é honesta e bonita, sua...

Gertrudes Responde!!!

Continuando nossa reflexão sobre a Rainha Gertrudes, mãe de Hamlet, estou postando aqui uma releitura da personagem feita pela escritora canadense Margaret Atwood (1939 -) para sua coletânea de contos Good Bones (1992). Como não encontrei uma tradução publicada do conto, decidi postar o texto original em inglês, e logo abaixo uma tradução de minha autoria. Na historia abaixo, Atwood recria a cena do closet, mas do ponto de vista da rainha, e apenas ela possui a palavra. Atwood reconstrói Gertrudes numa perspectiva moderna, no seguinte sentido: se o embate entre Gertrudes e Hamlet se desse nos dias de hoje, como a rainha responderia as acusações do filho? O resultado é o conto, que funciona como uma serie de respostas de Gertrudes às situações levantadas por Hamlet na cena do closet original. A percepção de Atwood além de ser muito interessante, vem de encontro à maioria das nossas observações sobre a mãe do príncipe Hamlet. Agora, passo a reflexão para voces. Leiam, tirem suas conclusõ...

MULHERES DE SHAKESPEARE Vol IV - Parte I - Gertrudes

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Neste último capítulo dos nossos volumes sobre as mulheres de Shakespeare, vamos falar sobre duas das mais discutidas figuras femininas no ambito das tragédias escritas pelo dramaturgo: a rainha Gertrudes e Ofélia, ambas retiradas da peça Hamlet, o príncipe da Dinamarca  (1601)   . Na primeira parte deste capítulo, falaremos da Rainha Gertrudes, mãe do príncipe. Na segunda parte, trataremos de Ofélia, grande amor de Hamlet. A tragédia de Hamlet, aquela do famoso monólogo ser-ou-não-ser, é talvez a que possui o herói mais complexo de todas as peças de Shakespeare. Confuso, desconfiado, cético, presunçoso, profundamente sensível e inteligente, o príncipe Hamlet é o centro de uma dúvida quase sem solução - matar ou não matar o assassino do pai, o rei Hamlet, cujo espírito avisa ao filho da emboscada que sofrera. É revelado ainda o nome do conspirador - Claudio, tio do príncipe, é também o atual marido de sua mãe, Gertrudes. A linha de tempo da peça não é sempre...

E o gênio da semana é...(surprise, surprise...)

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"Nada é tão COMUM, quanto o desejo de ser EXTRAORDINÁRIO."

No próximo Mulheres de Shakespeare...(Aquecendo II)

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Era um homem triste, sozinho um príncipe estranho no ninho. Até que no sopro do infinito aparece-lhe o pai, em espirito precipitando a revelação de que sua morte foi traição num espectro feito de luz, diz o rei, "faz-me jus!" "honra o sangue descarnado por mesmo sangue derramado!" e eis que o fraterno usurpante toma a rainha como amante tem o trono anunciado Salve Hamlet, príncipe herdeiro do ser e não ser, pioneiro da palavra estremecida vingador de alma perdida pensador do próprio reino Salve suas duas damas bem e mal-interpretadas salve Ofélia, a acanhada alvo de seus vis amores filha de um dos senhores: Polônio, o cão-de-guarda E a rainha-mãe condenada por seu filho, encarcerada em desejos e promessas víuva e casada às pressas silenciosa e encantada e o espectro feito de luz suplica sempre: "faz-me jus!" Eis que Hamlet enlouquecido em seu teatro ensandecido com suas vãs filosofias tem no foco da histeria o nobre Claudio, fratricida rei por ...

A seguir em MULHERES DE SHAKESPEARE (Aquecendo!)

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Hamlet, sua mãe Gertrudes e Ofélia Abaixo, um trecho da cena mais significativa entre Hamlet e a Rainha Gertrudes, sua mãe, também conhecida como a cena do closet . Essa cena será muito importante quando comentarmos das mulheres de Shakespeare na peça. Uma dica: prestem atenção em como Hamlet enxerga a conduta sexual da mãe. GERTRUDES: Que foi que eu fiz pra tua língua vibrar contra mim com esse ódio todo? HAMLET: Olha aqui este retrato, e este ( Mostra a ela retratos do pai e do tio ). Retratos fiéis de dois irmãos. Este era seu marido. Vê agora o que se segue: aqui está o outro marido, como uma espiga podre, contaminando o irmão saudável. Trocaria isto por isto? ( Aponta os retratos ). Desejo, claro, a senhora tem. Do contrário não teria impulsos. Que vergonha! A ausência de se rubor proclama que não é vergonha ceder ao assalto do ardor desenfreado. GERTRUDES: Oh, Hamlet, não fala mais. Você vira meus olhos pra minha própria alma;  e vejo manchas tão negras e indeléveis que j...

MULHERES DE SHAKESPEARE Vol. III - Cordélia

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Harold Bloom afirma, em seu Shakespeare e a Invenção do Humano (2000), que Rei Lear (1606) é uma tragédia shakespeariana sobre o amor em excesso. Bloom se refere ao amor filial, aos desencontros dos relacionamentos em família. Rei Lear não é tanto sobre a loucura do protagonista, mas sobre os motivos pelos quais o protagonista enlouquece; de acordo com Bloom, o amor é o tema central que propicia o desenvolvimento positivo ou negativo de todos os personagens. Se nos ativermos aos personagens femininos, veremos que as representações de amor são determinantes no destino das filhas de Lear – Regan, Goneril e Cordélia. O que pretendemos com este post é entender a relação complexa que se estabelece entre a personalidade de Cordélia e o amor, da forma como é representado na trama – isto é, devastador, afetado, sempre em excesso (Bloom, 2000). Vamos explicar melhor com perguntas: de que forma Cordélia reage à manifestação amorosa, sobretudo em relação ao pai, Lear? Como essas reações carac...

MULHERES DE SHAKESPEARE Vol. III ...

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Eis a história de um rei triste que, soberbo e tolo, insiste num jogo de poesia veja que triste a ironia cada verso de palavras prontamente recompensava com suas terras, sua alegria. Eis que um reino é dividido pelas flechas do cupido pelos sons que o vento leva e o amor o rei espera e belas historias, sinceras e sorrisos e quimeras Eis que duas de suas crias donas do verbo, da fantasia viram filhas devotadas com suas garras afiadas sob vozes de puro doce e o rei, bobo da corte se engana, se enfastia por duas falsas melodias Depois de empobrecido desenganado, enlouquecido o velho pela terra vagueia e a luz que o clareia é a da filha cuja rima é que versa maior estima mas a aparência ressentida é deserdada, preterida é a vida, é a vida Eis que o final da jornada é o fim, a morte, o sacrifício é o corpo, a mente, o suplicio é o tardio entendimento e no trágico arrependimento nada muda, nada existe é...

Mulheres de Shakespeare Vol.II - LADY MACBETH

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A primeira vez que eu li Macbeth , de W.Shakespeare, eu estava estudando teatro elisabetano na faculdade. Lembro-me que foi a primeira peça de Shakespeare com a qual tive contato, talvez porque Macbeth seja a peça mais curta do dramaturgo e nós tínhamos uma  ementa extraordinariamente grande e uma carga horária, para variar, insuficiente. Embora esta peça já tenha sido escrita durante o reinado de Jaime I, ainda podemos identificar muitos elementos característicos dos enredos elisabetanos, sobretudo na intricada relação entre o humano, o divino e a natureza. Nesta peça essa relação está fortemente marcada e, pode-se dizer que constitui o cerne do elemento trágico que se desenvolve na trama. Macbeth é a historia de um homem que trai sua natureza, ao tomar um atalho sem volta influenciado por manifestações do fantástico - e sobretudo, pela figura profundamente terrena de sua esposa, Lady Macbeth - que para tanto, também trai sua essência. É sobre a participação dessa con...

Mulheres de Shakespeare Vol.II...

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Aguardem...

E para encerrar o assunto...

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Alguns versos singelos, no idioma original de Shakespeare. E, sim, os versos são meus ... A tragedy of Love A tragedy of the mind A tragedy of the law And the tragedy of a wife Whose passions are wronged Whose intentions are forsaken And whose husband, though strong Is by eyes and ears mistaken So is the tragedy of the Moor A story of misplaced cheating A web of whispers and words A righteous man misleading A wicked tongue work A disguised fiend deceiving So unfortunate is she Whose beauty is temptation Devouring his speech Doomed by infatuation So unprepared is he For the scars of conciliation For a moment under sheets For the sweets of fornication Hence this story of theft Of romance undermined Of lives taken and left By deception undefined Of Love quelled by death And silence reconciled. Traduzindo: Uma tragédia de amor Um trágico pensamento Uma lei para se impor E uma esposa em tormento Com a paixão negligenciada Com o intento restringido...

Já dizia Veríssimo...

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"A força mais destrutiva do universo é a FOFOCA ."

Mulheres de Shakespeare Vol.1 - DESDÊMONA

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"Ó desgraçado assassino! O que tamanho idiota faz com tão boa mulher?" A respeito do drama trágico Otelo, o mouro de Veneza  (1603), de W. Shakespeare, Carol Thomas Neely (1983)  afirma que  temas corriqueiramente cômicos - amor, fofoca, casamento - são transfigurados para o trágico justamente porque desenvolvem-se na trama  formas extremas de idealização e de degradação do amor e da sexualidade, de forma que toda a ação está centrada em uma situação-limite, isto é, o total desaparecimento da referência feminina na trama, em favor de um mundo onde impera exclusivamente o poder masculino que, segundo Neely, inclui competitividade, hostilidade, e uma moral restrita, impermeável à natureza da mulher. Neely faz uma bela análise do relacionamento que se desenvolve entre os protagonistas, o general negro Otelo e a dama branca Desdêmona, diferenciando as expectativas amorosas de ambos ao assumirem um romance fora dos padrões da sociedade em...