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Mostrando postagens de outubro, 2010

MAGIC (toda Bruxa é uma Mulher que Peca, ou toda Mulher que Peca é uma Bruxa?)

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tento todas as sensações testo todos os elementos danço solta com o vento me iludo me vendo em todas as direções. ando meio devagar sou melhor no despropósito e no instinto não me escondo, não minto nem de longe me admito sou assim meio de mar… guardo os meus encantos se não fosse pagar o preço de todo desejo que eu esqueço eu sorriria mais; então eu penso que o tempo pra mim é só o começo e o veneno dos anos eu aqueço, eu engano.

Um poeta me fez lembrar dessa frase SO CRUEL...SO TRUE hoje:

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A experiência é uma professora brutal; mas você aprende. Deus, e como aprende! C. S. Lewis (1898-1963), escritor irlandês – autor, entre outros trabalhos, dos livros que compõem “As Crônicas de Nárnia”.
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DIANA

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Diana tinha esse jeito de olhar que era mais uma paralisia. Sentava num canto que não se via, e entrava num buraco negro, um lugar que só ela ia. Dona Mirna não entendia. Uma vida inteira separava mãe e filha. Uma parecia não saber absolutamente nada da outra. Parecia. Porque Diana sempre sabia. Parecia não olhar, mas sempre via. Tinha uma enorme presença, e uma perspicácia atroz. Olhos de lince, magnetizava, invadia. Diana, ferina e triste. Sempre arredia. Dona Mirna desistira dela faz tempo. Desde pequena essa insistência, essa posse incondicional da própria vida. Essa independência. Parecia um radar sintonizado além do mundo. Aquela menina de olhos arregalados e cabelo em riste, sempre descalça, descabida. Só a envergonhava com os vizinhos. Mas Diana era o avesso, não tinha jeito nem trejeito. Só aquele olhar. Naquele tempo, parecia um bicho numa jaula. Agora ia na jugular. A criança desenxabida crescera imponente e furtiva. Alta, corpulenta, nariz arrebitado, boca sedenta. De u...

Um de meus poemas favoritos...

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Parando na mata em noite de nevasca (Robert Frost)   Acho que sei de quem é esta flora Mas é numa casa na vila que ele mora Não me verá nesse instante parar olhar sua mata sob a neve da aurora. Meu pequeno cavalo acha peculiar Parar tão perto de algum lugar Entre esta mata e o lago espelhado Neste ano de noite sem luar. E o animal se mexe incomodado Quer saber se há algo errado E tudo mais que se pode ouvir É o soar do vento e dos flocos gelados. Profunda, triste e bela é a mata daqui Mas eu tenho promessas a cumprir E um longo caminho antes de dormir, E um longo caminho antes de dormir. (tradução de minha autoria) Para ler o poema original (vale a pena!), clique aqui .

SO CRUEL...SO TRUE - Mais home truths

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Fantasmas são reais. E Monstros são reais também. Eles vivem dentro de nós . E algumas vezes, eles vencem . Stephen King, escritor americano Os contos de fada não dizem às crianças que os dragões existem. As crianças já sabem que dragões existem. Os contos de fada dizem às crianças que os dragões podem ser destruídos . G. K. Chesterton, ecritor britânico

As pecadoras de Jorge Amado (III) - O sexo é uma arma em Tereza Batista Cansada de Guerra

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Capa do livro (1973) Me chamo siá Tereza Perfumada de alecrim Ponha açúcar na boca Se quiser falar de mim Flor no cabelo Flor no xibiu Mar e rio Tereza Batista , por Dorival Caymmi O pecado em Jorge Amado geralmente é algo contraditório, é uma questão de interpretação. No tocante às suas mulheres, a infâmia que ronda as suas vidas é temperada com a necessária dose de delicadeza, e mistério. Foi assim com o erotismo político (ou a política erótica?) da cabrita Tieta do Agreste e a cozinha cheirando a cravo e canela da sedutora Gabriela. Mas vamos falar agora do que chamaremos de uma exceção à regra. Uma exceção que valoriza o conflito, a violência e o infortúnio - e por esse viés, constrói uma das personagens femininas mais contundentes do universo amadiano. Seu nome: Tereza Batista. No romance Tereza Batista Cansada de Guerra (1972) temos a história de uma mulher que recusa todo e qualquer papel social que tentam lhe impor. É a história de u...

SATISFACTION

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"Eve" by Matthew Leclair Meu corpo lateja quando ninguém vê; Imagina, sonha e deseja Não encontra o que dizer... Se não estou só Ainda quero e penso Mas sinto um silencio Um intenso não poder. E  se fico em paz Sei que não há nada mais Nem nada melhor para fazer A não ser ...

As pecadoras de Jorge Amado (II) - O imperio dos sentidos de Gabriela Cravo e Canela

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O romance de Jorge Amado, traduzido para o inglês Gabriela, perfume de cravo e cor de canela. A imagem da tropicalidade e da brejeirice – como também da libertação do desejo primitivo, do sexo enquanto exercício do corpo. No romance Gabriela Cravo e Canela (1958), Jorge Amado nos apresenta um mulher de espírito livre, sem amarras morais nem pertubações de consciência. Uma cria da terra, trabalhadora, inocente, interesseira, sedutora, voluntariosa, humana. A história de Gabriela é alegre, cantada com o sotaque baiano, mas ao mesmo tempo, é ambientada numa sociedade em formação – a sociedade cacaueira da Ilhéus dos anos 20 -, portanto em busca de valores e opiniões que a integrem ao progresso tão fortemente almejado. O contraste entre a simplicidade e a conotação sexual com que Gabriela lida com as situações, e acirrada disputa política e moral que se estabelece no vilarejo, ajuda a ratificar o nível de desprendimento que a protagonista tem daquele cenário. Tal contraste, port...

Teste de LOUCURA... e de ARTE

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BLOG INTERLUDE Achei no queridíssimo blog A culpa é do arroz , e achei divertido. Adoro testes...o nome desse é QUE GÊNIO LOUCO É VOCE? Eu me aventurei a fazer e olha no que deu...o que voces acham? Tem a ver comigo (sem contar os bigodes...)? Se estiverem a fim o link está embaixo da imagem. Volto num piscar de luzes.... Faça você também Que gênio-louco é você? Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia

SO CRUEL...SO TRUE (mais uma de nossas verdades mais feias...)

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Há coisas que não queremos que aconteça, mas temos que aceitar; Coisas que não queremos saber, mas temos que aprender; E pessoas sem as quais não vivemos, mas temos que deixar para trás. Ditado inglês, de autor deconhecido.

NEGATIVO

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  SE me virasse do avesso, como  um recomeço da minha existência seria aquela que não grita a que não chora nem facilita a maledicência… mas passaria pela vida com tão poucas memórias e tantos arrependimentos… de todos os momentos de todas as histórias a palavra que é dita é que é o som do tempo.