MULHERES DE SHAKESPEARE Vol. III ...
Eis a história de um rei triste que, soberbo e tolo, insiste num jogo de poesia veja que triste a ironia cada verso de palavras prontamente recompensava com suas terras, sua alegria. Eis que um reino é dividido pelas flechas do cupido pelos sons que o vento leva e o amor o rei espera e belas historias, sinceras e sorrisos e quimeras Eis que duas de suas crias donas do verbo, da fantasia viram filhas devotadas com suas garras afiadas sob vozes de puro doce e o rei, bobo da corte se engana, se enfastia por duas falsas melodias Depois de empobrecido desenganado, enlouquecido o velho pela terra vagueia e a luz que o clareia é a da filha cuja rima é que versa maior estima mas a aparência ressentida é deserdada, preterida é a vida, é a vida Eis que o final da jornada é o fim, a morte, o sacrifício é o corpo, a mente, o suplicio é o tardio entendimento e no trágico arrependimento nada muda, nada existe é...