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Mostrando postagens de dezembro, 2010

Canção para Madalena

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Ó, Madalena, eu percebo que no fundo o seu medo é o que eu não vejo é o teu segredo Madalena, não se avexe o que é da dama não se mexe e a tua voz nunca se esquece é o teu carma, o teu enredo. Ó, Madalena, tu é que é triste tanto é tudo que existe tanto é o mundo ao seu redor Ó, Madalena, não se irrite com essa gente que te agride é que essa tara, esse limite é o teu revide em tom maior. Ó Madalena, flor da peste do lugar de onde vieste traz o cheiro dos ciprestes pra acabar com o sofrimento tu que ouves o lamento dessa cruz que é tua guia Ó Madalena também é Maria No teu nome eu me contento.

Para os amigos deste blog...

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PANDORA

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Guardo todos os meus medos na velha mala de velhos segredos mas este cheiro que ela exala, e este tempo que se cala... é um intenso velho estado é o som dos meus pecados abram, abram velhos espelhos!

A ausência do bem...

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Edmund Burke (1729 - 1797) Para que o Mal vença, Basta que o Bem não faça nada .

PARA TODAS AS PECADORAS DO MUNDO - Uma das músicas mais marcantes da minha vida, e uma das mais bonitas que já ouvi...

Unpretty (TLC) Queria poder te colocar no meu lugar Tirar de voce a sua beleza Me disseram que eu sou bonita Mas o que isso te diz? Quem está lá quando olho no espelho? A menina de longos cabelos O mesmo velho "eu" de todos os dias Por fora tudo lindo Por dentro estou ruindo Sempre que acho de me perder é por causa de voce Já tentei todos os jeitos Mas é mais do mesmo E quando o dia chega ao fim Tudo cai sobre mim Estou só me enganando... Pode comprar seus cabelos compridos Pode consertar seu nariz se ele tiver pedido Pode comprar toda maquiagem do mundo Mas se não puder se olhar a fundo Descobrir quem voce é, e então Ser capaz de fazê-lo sentir-se tão sem a maldita beleza... Posso tirar sua beleza também... Nunca insegura antes de o conhecer Agora estou paralisada Eu costumava me achar bonita Só um pouco mais magra Porque eu procuro estas coisas para te satisfazer? Talvez seja melhor me livrar de voce e depois voltar par...

As Cariocas: Stanislaw Ponte Preta e a veia cômica do realismo rodriguiano.

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 As Cariocas (Rede Globo 2010)  Elas são volúveis, neuróticas, desconfiadas e potencialmente insatisfeitas com suas próprias vidas. Mas em vez de matar suas figuras paternas, corromper suas crias, suicidar-se ou fugir para longe, elas procuram amenizar uma existência para elas caótica e sem saída. A ambientação não podia ser outra – a cidade do Rio de Janeiro. Assim temos As Cariocas (Globo – 2010), série criada por Daniel Filho a partir do livro de crônicas homônimo escrito em 1967 por Sérgio Porto (1923-1968), alias Stanislaw Ponte Preta. O elenco dirigido por Cris D' Amato e Amora Mautner interpreta o cotidiano de dez insensatas mulheres, em episódios pontuais associados à determinados bairros da cidade do Rio. Uma série de enquetes que, se transpostas para o teatro, poderiam ser classificadas como Comédias Cariocas, numa alusão esteticamente perfeita às Tragédias Cariocas de Nelson Rodrigues (1912-1980)*. A “rajada de monstros” que formava o teatro de Nelson Rodrigu...