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As Mães do divã de MULHERES QUE PECAM

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Jane Eyre – depois de decidir que se uniria maritalmente com um homem que acreditava ser casado, Jane teve uma filha de Edward Rochester. E ainda cria Adelle, filha de um antigo caso do marido. Felizmente Rochester já estava viúvo quando ela voltou a Thornfield para viver com ele. Catherine Earnshaw – teve uma filha, Kathy, fruto do casamento com Edward Linton. A menina nasceu sem o espírito selvagem da mãe, mas sua semelhança física com Catherine lhe rendeu maus momentos nas mãos do vingativo e apaixonado Heathcliff. Capitu – teve um único filho, Ezequiel, que o marido Bento “Dom Casmurro” Santiago afirma ser a prova cabal de seu adultério com Escobar, amigo do casal. Bentinho afirma que Ezequiel é a cópia de Escobar em todos os sentidos: fisicamente, o jeito de andar, de falar, os gestos. Mas, é claro, que este podia ser apenas o seu ponto de vista... Madame Bovary – teve uma filha com o marido, o obscuro médico Charles Bovary. Emma tinha problemas de aproximação com a menina, ...

MULHERES QUE PECAM N. 5 - LUCIOLA

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  Uma estratégia narrativa muito presente em Lucíola (1862), como em outras obras de José de Alencar, é a tendência a convergir palavra e imagem, é fazer o livro passar na fantasia do leitor como um filme, ou uma seqüência de enormes paisagens. Não é uma estratégia gratuita. O uso contínuo de cores e formas na descrição dos eventos em suas tramas parece ter o intuito de antecipar uma ligação inconsciente com o imaginário do leitor, facilitando a criação de um reflexo, uma relação verossímil com a sua própria realidade. Os ‘quadros’ pintados por Alencar revelam uma palavra ao mesmo tempo pitoresca e dúbia, armazenando nos personagens diversos modos de agir e/ou conduzir. Cabe à Lúcia, expressão máxima de ambigüidade poética do romance, a missão de representar o claro e o escuro, a máscara do rebaixamento social escondendo a generosidade, o sentimento, a elevação de espírito que personagens coadjuvantes não parecem ser capazes de exprimir. Cabe à Lúcia de Alencar o privilégio de pr...

Mulheres que Pecam N. 4 - Não Perca!

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"Lúcia saltava sobre a mesa. Arrancando uma palma de um dos jarros de flores, trançou-a nos cabelos, coroando-se de verbena, como as virgens gregas. Depois agitando as longas tranças negras, que se enroscaram quais serpes vivas, retraiu os rins num requebro sensual, arqueou os braços e começou a imitar uma a uma as lascivas pinturas; mas a imitar com a posição, com o gesto, com a sensação do gozo voluptuoso que lhe estremecia o corpo, com a voz que expirava no flébil suspiro e no beijo soluçante, com a palavra trêmula que borbulhava dos lábios no delíquio do êxtase amoroso."

Lucíola

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Afasto por um momento A minha alma do corpo cansado, em tormento carente de um esforço O que procuro é luz.  E sangue. E natureza. O que procuro é a essência Num rabo de estrela Que nos meus olhos espelha a reminiscência...                                                                      O que encontro é um pormenor                                                  ...

O próximo MULHERES QUE PECAM...

... "é o lampiro noturno que brilha de uma luz tão viva no seio da treva e à beira dos charcos. Não será a imagem verdadeira da mulher que no abismo da perdição conserva a pureza d'alma?" (Autor, prefácio de 1862)