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Fim de caso

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Meu papo é reto Sem muitos rodeios De onde tu veio Já pode voltar Já passou do tempo de eu te dar um freio Já tá na tua hora de se retirar. Tá tudo bem porque Comigo nada é certo mas você chegou perto de me impressionar Eu vi teu jingado Parei do teu lado Um samba bonito de se acompanhar Mas tua cama, meu bem, é de gato Tua convesa vai Tua conversa vem Você deu um jeito de ocupar espaço Querendo um laço Que eu não ato em ninguêm Agora é deixar o dia raiar Vamos deixar a vida seguir Amor é moda boa de cantar Mas dentro do meu mar Só eu posso ir. Ana Monteiro

Vendetta

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Sete dias caçoam de mim Eu os enfrento, em silêncio Sei de cor o que aprendi A dor eu escondi Dei um jeito de trair o tempo No domingo eu abro as janelas Fico no meio delas Para a luz não entrar,  Prefiro o sol à luz de velas Asso minhas feras para o jantar Quando a hora cansa e não me espera Eu rio dela Eu sei me vingar.  
 I´m back, bitches!!!! Após um hiato longo demais, volto às minhas origens num tempo de misoginia estrutural, red pills e feminicidios. Bora pecar, porque viver não basta!

Ode to Self

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I have abandoned you again I've been distracted by my wordly demons and star-crossing my illusions and loneliness. I've been stucked in the middle of the room and let the walls allienate me. And I could think of nothing else but the one apart from my own miserable, unwarned soul - The one I'm yet to be. I've deserted you for too long and I'm not yet back but I do hear you... loud and clear I've been such a dellusional little mind An uncontrolable dream freak And I apologize.                                                                     - Ana Monteiro
A maior riqueza do homem é a sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito. Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc. Perdoai Mas eu preciso ser Outros. Eu penso renovar o homem usando borboletas. Manoel de Barros (19/12/1916 - 13/11/2014)

A menina e o vento

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No meio do mundo a menina pára engasgada com o vento sem deixar o pensamento avançar a caminhada No meio do mundo gira a mandala e a menina pára no tempo No meio do mundo a menina exala e pensa, e fala e muda o momento mais uma essencia mais um invento No meio do mundo De tanto esperar a menina escapa do movimento No meio do mundo num instante intenso a menina pára enxerga um começo No meio do mundo em passos lentos sem memória. nem intento só o tempo que sabe a história da menina que chora e o vento. - Ana C Monteiro

A mulher que passa | Vinicius de Moraes (1913-1980)

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Em 19 de outubro comemoramos 100 anos do nascimento do poetinha Vinicius de Moraes. E como ele gostava de cantar as mulheres! Essa ele escreveu quando era bem jovem - mas já é o embrião de uma outra poesia cantada sobre uma certa Garota de Ipanema... Vinicius de Moraes nasceu um ano depois e morreu seis meses antes que Nelson Rodrigues. O poetinha e o anjo pornográfico teriam mais uma coisa um comum: os seus amores - e desamores - pelas mulheres sobre as quais tanto escreveram. A mulher que passa | Vinicius de Moraes A MULHER QUE PASSA Rio de Janeiro , 1938 Meu Deus, eu quero a mulher que passa. Seu dorso frio é um campo de lírios Tem sete cores nos seus cabelos Sete esperanças na boca fresca! Oh! como és linda, mulher que passas Que me sacias e suplicias Dentro das noites, dentro dos dias! Teus sentimentos são poesia Teus sofrimentos, melancolia. Teus pelos leves são relva boa Fresca e macia. Teus belos braços são cisnes mansos Longe das vozes da ventania...