CAMINHADA
Ando nas pontas dos dedos sou areia fina no vento queria parar um instante de tempo queria guardar todos os segredos e o ar gelado, e frio e quente é só uma sensação é parte do medo meus pés são brinquedo mal tocam o chão minha voz é um sonho um som sem semente. Ando sem paz nem desejo Não paro, não revejo o que deixei para trás Meu choro não é mais Meu riso é uma lágrima e meus mais belos pecados são a memória dos meus bocados são uma dádiva.