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Mostrando postagens com o rótulo Poesia
Ode to Self
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I have abandoned you again I've been distracted by my wordly demons and star-crossing my illusions and loneliness. I've been stucked in the middle of the room and let the walls allienate me. And I could think of nothing else but the one apart from my own miserable, unwarned soul - The one I'm yet to be. I've deserted you for too long and I'm not yet back but I do hear you... loud and clear I've been such a dellusional little mind An uncontrolable dream freak And I apologize. - Ana Monteiro
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A maior riqueza do homem é a sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito. Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc. Perdoai Mas eu preciso ser Outros. Eu penso renovar o homem usando borboletas. Manoel de Barros (19/12/1916 - 13/11/2014)
A menina e o vento
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No meio do mundo a menina pára engasgada com o vento sem deixar o pensamento avançar a caminhada No meio do mundo gira a mandala e a menina pára no tempo No meio do mundo a menina exala e pensa, e fala e muda o momento mais uma essencia mais um invento No meio do mundo De tanto esperar a menina escapa do movimento No meio do mundo num instante intenso a menina pára enxerga um começo No meio do mundo em passos lentos sem memória. nem intento só o tempo que sabe a história da menina que chora e o vento. - Ana C Monteiro
BIRTH
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Este verso sem memória na minha mente em pedaços tropeçando a história em meus passos conspirando um sentimento que retorna com o vento e não se demora... É um verso que agora insiste e mente dizendo-se presente nunca foi embora como essa dor se entende e minha alma explora não sei, e nem explico o texto que aflora... E esse verso, a essa hora é um karma inverso é uma espora sangrando um contrasenso e um caos imenso que revigora. by Ana Monteiro
SEGREDO
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Se eu fosse falar de amor Não seria assim do nada Nem teria poucas palavras pouco caso, pouca cor Amor é amor e sendo assim sai de várias partes de mim invade o instinto e o pavor Se eu fosse falar de amor E então te olhar numa única imagem, o infinito Se eu fosse bordar um desejo, um mito Nas tuas mãos veria o mar diante de mim, distante de mim aflito. Amor é amor... se eu fosse falar se não fosse a tua presença a me calar de forma nua, intensa se não fosse a diferença se não fosse um encanto quebrar... Inspirado numa história que venho acompanhando numa série de TV. Qualquer semelhança com pessoas/fatos do cotidiano é mera coincidencia. Feliz Dia dos Namorados! :D
Poética
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Mas o que eu quero é o mundo. não essa metade que é na medida que arde e esmaga o espírito; Quero é o espasmo oriundo da liberdade o que eu quero é voar, eu quero o grito. O que me importa é o som. não essa paz de momento, esse sacrificio; não quero nada de bom, não quero o vício o que eu quero é a voz do vento desde o início... E o que me salva é o encanto pelo desejo infinito. é o inferno, é o alívio que eu nem me atento pois o que eu quero é o dilúvio o que eu quero é o espanto é o verso que eu planto no pensamento.
Encruzilhada
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Chega um momento que eu já não sei a minha idade, a minha cidade, o meu lugar; e o vento que eu não soprei de repente é um alento é um nó que eu desatei um movimento Chega uma hora que tudo que eu andei e todo o agora é só um invento alguém que eu criei e de tudo que eu sei e o que eu não tento o que sobra no fim é só o tempo essa infinita parte de mim.
Karma
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o que eu carrego em mim não é uma dor nem é um peso é tudo em volta de mim são os muros em tons escuros que eu nunca esqueço é esse medo perto de mim esse sopro abafado, incipiente essa vida amargada em palavras curtidas essa bronca ferida a navalhadas esse mar de gente sempre tocando dentro de mim com o seu tormento que o meu olhar expia e o que era alegria não passa de bicho preso na gaiola do vento o que ferve e queima dentro de mim é todo esse espelho de sofrimento.
JAULA
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Aliás não acho que sou capaz de falar o que sinto pois que o meu labirinto é cercado demais é fugido demais das coisas do espírito Aliás se eu olho para trás finjo que não me ressinto que nem penso mais o meu forte instinto não me deixa em paz mas também não me faz atacar o infinito Aliás os meus versos iguais tão parcos, tão aflitos e circunstanciais são a dor que eu permito são as vozes banais do meu corpo em conflito. by Claudinha
DIVÃ
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Eu confesso E só o que peço é o teu ouvido enquanto me aperto ao teu umbigo Enquanto rasgo uns versos num livro antigo Eu apenas peço porque falo demais E o que eu confesso É o que eu sou capaz Mas não é nada demais o teu apreço Eu não me esqueço dos teus sinais... E se me queres no teu endereço então eu conheço algumas histórias são só pecados que eu te ofereço meus pedaços, meu preço, minha memória.
LUZ DE VELA
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Num canto escuro Acendo a velha chama E num vulto, um sol de mim aparece na cama um encanto inculto que se derrama Num canto escuro ainda vejo, e sinto a minha pele nua, o teu beijo que se insinua então de cor não minto o meu desejo Neste canto escuro dum fogo cerrado essa sombra de mim é meu brinquedo tem-se esparramado pela velha cama nessa noite que emana, insone, o meu medo.
ENTREGA
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Se o meu corpo pulsa E a minha alma torta abre a estranha porta do meu desejo então tudo que me assusta todo o meu medo é minha voz que expulsa como um segredo E se eu tenho um beijo um abraço, um apego E se um tanto me escutas Se é tudo o que eu vejo Então não lamento despertar minha fúria porque a minha luxúria é um tom, um momento.
Farewell
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tudo está dito seu livro sobre a mesa suas canetas, seus escritos suas tristezas seu ar de mito suas poucas falas suas roupas caras suas incertezas tudo são passos sem muito aviso sem muito abraço sem juízo seu lado da cama é um laço é um drama que eu não preciso. tudo escondido nos cantos, no passado tudo devolvido tudo encontrado então está falado pelos nossos umbigos pelos vindos e idos tudo é antigo tudo desatado.
Canção para Madalena
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Ó, Madalena, eu percebo que no fundo o seu medo é o que eu não vejo é o teu segredo Madalena, não se avexe o que é da dama não se mexe e a tua voz nunca se esquece é o teu carma, o teu enredo. Ó, Madalena, tu é que é triste tanto é tudo que existe tanto é o mundo ao seu redor Ó, Madalena, não se irrite com essa gente que te agride é que essa tara, esse limite é o teu revide em tom maior. Ó Madalena, flor da peste do lugar de onde vieste traz o cheiro dos ciprestes pra acabar com o sofrimento tu que ouves o lamento dessa cruz que é tua guia Ó Madalena também é Maria No teu nome eu me contento.