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Mostrando postagens de maio, 2010

Eu amo essa música...adivinha do que ela está falando? (dica: o título da música desorienta completamente...)

INOCÊNCIA (Avril Lavigne) Quando acordo, vejo que está tudo bem Tudo maravilhoso agora e pela primeira vez Olho em volta devagar e continuo impressionada Penso nas pequenas coisas que fazem a vida E não mudaria absolutamente nada É a melhor das experiências... Essa inocência é brilhante, e espero que permaneça Este momento é perfeito, por favor não se esqueça Que eu preciso de você E eu vou me apoiar nisso, então Não me deixe desaparecer... Encontrei um abrigo sem nenhuma ferida Tudo tão claro por uma vez na vida Aqui me sinto feliz, que é o meu lugar Tudo tão forte que eu me deixo falar E não mudaria absolutamente nada É a melhor das experiências... Essa inocência é brilhante, e espero que permaneça Este momento é perfeito, por favor não se esqueça Que eu preciso de você E eu vou me apoiar nisso, então Não me deixe desaparecer... É um tipo êxtase que parece fantasia É o que vem de dentro, uma alegria Tão bonita que te faz querer chorar... Tão bo...

Mulheres que Pecam n. 13 - A armadilha de Aurélia Camargo

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E o que dizer de Aurélia Camargo? Este blog jamais poderia passar sem uma análise sobre uma das personagens mais polêmicas de José de Alencar. No romance Senhora (1875), José de Alencar trabalha  a personalidade fragmentada de seus personagens, conflitando romantismo e oportunismo, sentimento e necessidade e ambição. O casal protagonista, Fernando Seixas e Aurelia Camargo, oscila entre a paixão e o ódio, contrapondo um sonho de amor romantico com a realidade financeira de ambos. Em Aurélia Camargo, esta fragmentação se materializa na forma de uma herança que a faz enriquecer de uma hora para outra, e inaugura dentro dela o melhor e o pior de todos os sentimentos.   O pecado de Aurelia é o pecado de parte da sociedade: a comercialização das instituições, sob pena de se reprimir a propria individualidade. A moça simples do suburbio, que é influenciada pela mãe a procurar um noivo, consegue aliar amor e necessidade ao se tornar noiva de Fernando Seixas. Fernando, porém, se arre...

No próximo Mulheres que Pecam, Senhora...

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Do romance de José de Alencar (1829-1877) Aguardem...

Mulheres que Pecam Verde e Amarelo - As Mulheres de Machado de Assis (IV)

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Lìvia - um grande amor que durou seis meses Nesse último fascículo, vamos falar daquela que é a proto-femea machadiana, ou seja, aquela que serviu de substrato para as demais personagens femininas do universo machadiano, algumas das quais achamos interessante apontar aqui no blog. Trata-se de Lívia, protagonista de Ressurreição (1872), que foi o primeiro romance publicado por Machado de Assis. Já nesta primeira construção do universo feminino, percebemos as caracteristicas incipientes que se tornaria a essencia da mulher machadiana: força, personalidade, beleza e um espirito ambíguo, nem tão passivo e nem tão questionador. Livia é viuva, e tem um filho ainda menino. Vai morar na casa do irmão Viana depois da morte do marido, e lá se apaixona por Felix, um médico ainda jovem e cobiçado, mas desacreditado do amor. A paixão entre os dois, no entanto, se transforma no que hoje chamaríamos de "romance iô-iô", cheio de indas e vindas, principalmente por causa do ciume excessivo ...

Mulheres "Alucinadas" que Pecam - Vá rir no teatro...

Mulheres que Pecam Verde e Amarelo - as Mulheres de Machado de Assis (III)

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Virgília - adultério e dissimulação                                     O caso de Virgília, em Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), é a ferida clássica na prática social mais elementar: o casamento. Filha de um conselheiro do governo, Virgília é inicialmente prometida a Brás Cubas, que aspirava a um cargo na corte; chegam a ficar noivos mas, de repente, Virgília troca Brás Cubas por Lobo Neves, casando-se com ele. Um tempo depois, a reviravolta: Brás Cubas passa a trabalhar com o marido de Virgília, e os dois se tornam amantes. Uma virada irônica que precipita uma reflexão sobre a instituição do casamento, e a satisfação da mulher no relacionamento amoroso. Virgília é aquela mulher que busca sempre o próprio prazer, o seu comprometimento é consigo mesma – mas ela não chega a ser totalmente subversiva. Como a S...

Mulheres que pecam Verde e Amarelo - as mulheres de Machado de Assis (II)

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Sofia - a arte da adaptação  Em se tratando de ambiguidade e malícia, a personagem Sofia, do romance machadiano Quincas Borba (1891) , talvez seja a melhor construída, depois de Capitu. Sofia é a personagem feminina mais determinante na historia de Rubião, um homem simples que fica milionário e morre pobre e louco - e apaixonado por ela. A participação de Sofia na loucura de Rubião, bem a como a complexidade do seu caráter é uma das questões do romance. Afinal, Sofia levou Rubião à miséria financeira e à exaustão mental?  Sofia (do grego sophia = sabedoria; sábia) é uma mulher de sociedade, casada, fina, e linda. É exibida como um troféu pelo marido,  o inescrupuloso capitalista Palha, que parece usar sua beleza para atrair investidores. Rubião, um enfermeiro do interior que herda toda a fortuna de Quincas Borba, é presa fácil. Ingenuo e romantico, Rubião se encanta por Sofia e por consequencia, passa a confiar cegamente em Palha, deixando-o administrar seus bens. É cla...

Mulheres que Pecam Verde e Amarelo - as mulheres de Machado de Assis

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Já falamos aqui no blog de uma das personagens femininas - senão a personagem feminina mais controversa da literatura brasileira: a Capitu de Dom Casmurro . Capitu é propositadamente ambígua, naturalmente sensual e profundamente apaixonada - embora não se saiba se pelo marido Bentinho, ou pelo melhor amigo dele, Escobar. A historia começa e termina em pistas que não se resolvem, e que deixam no ar uma dúvida eterna, para o narrador-protagonista e para o leitor: afinal, Capitu traiu Bentinho? E afinal, será que isso realmente importa? Capitu é a personagem-mulher mais famosa de Machado de Assis. Mas não é a unica. De uma forma geral, as mulheres machadianas - sobretudo as heroínas ou as condutoras da narrativa - são concebidas para serem fortes, determinadas em seus objetivos e em busca de algum nível de satisfação pessoal - o que convenhamos, não era o padrão de comportamento da mulher do sec. XIX. Falaremos de outras quatro personagens que, junto com Capitu, compõem o time de...

As Mães do divã de MULHERES QUE PECAM

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Jane Eyre – depois de decidir que se uniria maritalmente com um homem que acreditava ser casado, Jane teve uma filha de Edward Rochester. E ainda cria Adelle, filha de um antigo caso do marido. Felizmente Rochester já estava viúvo quando ela voltou a Thornfield para viver com ele. Catherine Earnshaw – teve uma filha, Kathy, fruto do casamento com Edward Linton. A menina nasceu sem o espírito selvagem da mãe, mas sua semelhança física com Catherine lhe rendeu maus momentos nas mãos do vingativo e apaixonado Heathcliff. Capitu – teve um único filho, Ezequiel, que o marido Bento “Dom Casmurro” Santiago afirma ser a prova cabal de seu adultério com Escobar, amigo do casal. Bentinho afirma que Ezequiel é a cópia de Escobar em todos os sentidos: fisicamente, o jeito de andar, de falar, os gestos. Mas, é claro, que este podia ser apenas o seu ponto de vista... Madame Bovary – teve uma filha com o marido, o obscuro médico Charles Bovary. Emma tinha problemas de aproximação com a menina, ...

Mulheres que pecam n. 12 - O caldeirão de Abigail Williams...

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Cru . ci . ble . 1. Vaso de argila refratária, porcelana, grafita, ferro ou platina, geralmente em forma de tronco de cone, e próprio para nele se fundirem metais e outros minerais; crisol. 2. Parte do forno em que se realiza a fusão. 3. (fig.) Prova severa. Fonte: Dicionário Michaelis Conforme já antecipamos, a história que Arthur Miller desenvolveu para a peça The Crucible foi, em parte, inspirada por fatos que ocorreram nos primórdios da história americana. O  julgamento das bruxas  em Salém, Massachussets - e principalmente, a participação crucial de uma menina de 12 anos naqueles acontecimentos, funcionaram como um gatilho para Miller conceber os personagens de The Crucible - mas, sobretudo, para construir um carater, uma personalidade e uma motivação por trás das ações de Abigail Williams, a garotinha da vida real transformada na adolescente ardilosa que protagoniza a trama de Miller. No inicio da peça, o Reverendo Samuel Parris surpreend...

Pausa para a cultura brasileira

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Gente, é o seguinte: Estréia dia 14 de maio nos cinemas de todo o Brasil o filme  Quincas Berro d´Água , adaptação para as telonas do romance do grande Jorge Amado. Com Wladimir Brichta, Mariana Ximenes, Paulo José e Marieta Severo. Olha aí o cartaz do filme: Para quem não conhece a historia: Quincas Berro d´Agua, ex-funcionário público  e pinguço profissional, é encontrado morto em sua cama. Seus amigos de cachaça, inconformados com a morte do amigo, roubam o corpo e fazem um tour pelos bares de Salvador, para proporcionar a Quincas  a despedida que ele sempre quis. Resumindo, o filme é uma comédia só, e é arte de primeira. Vale a pena assistir!!

O Julgamento das Bruxas de Salém

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Antes de começarmos a falar sobre a personagem Abigail Williams, é bom sabermos que a personagem criada pelo dramaturgo americano Arthur Miller (1915-2005) para sua peça The Crucible (1953)   foi baseada numa menina de 12 anos que viveu em Salem, Massachussets, no fim do sec. XVII. A jovem Abigail Williams foi a principal responsável pela articulação de um dos maiores julgamentos de bruxaria de que já se tem noticia. Um episódio que ficou conhecido na história americana como "O Julgamento das Bruxas de Salém". Até hoje não se sabe com certeza como tudo começou. Há muitas teorias: uma delas, que é a que Arthur Miller usa na peça The Crucible , é a de que um grupo de meninas (entre elas, Abigail e sua prima Betty Parris, de 9 anos) se reunira na floresta à noite com a escrava dos Parris, a índia Tituba, para experimentar rituais de magia. Elas queriam, basicamente, saber o futuro - como seriam seus maridos, sua casa, seus filhos...- e também ouvir as historias macabras q...

HELP!

Caros leitores do blog, Estou elaborando uma série de Mulheres que Pecam só com personagens de romances brasileiros. A ideia é juntar algo em torno de cinco personagens femininas concebidas por escritores nacionais de qualquer escola literária, em qualquer época - tanto em narrativa, quanto em teatro - para discutirmos nos posts. Já falei sobre duas persongagens brasileiras bem famosas aqui - Lucíola e Capitu. Agora, quero ouvir as sugestões de voces. Quem quiser opinar, deixe sua sugestão na seção de comentários deste posts. As mais votadas integrarão o time de Mulheres que Pecam nacionais. Conto com voces, caríssimos! Claudinha

POR MEUS PECADOS...

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Perdoe meu corpo quente e m água fria; Perdoe-me o grito o silêncio, a agonia Perdoe os defeitos Perdoe o mau-jeito O meu eterno momento tão de repente; P erdoe-me o pensamento o meu ávido ensejo Perdoe-me o desejo de seguir em frente...

Mulheres que pecam n. 11 - A maníaco-depressiva Blanche Dubois

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"A experiência é uma professora brutal. Mas voce aprende. Nossa, como aprende..."              C.S. Lewis (1898-1963), escritor irlandês Blanche Dubois, personagem principal da peça Um bonde chamado Desejo (1947), do dramaturgo americano Tennessee Williams (1911-1983), é uma mulher que sofria nos anos 40 de um mal que hoje chamamos de depressão profunda, com episódios extremos de fuga da realidade. Blanche é uma mulher madura, viúva (o marido se suicidara muito cedo), enfrentando graves problemas financeiros e que, por tudo isso, não suporta ser quem é. É uma mulher que vive, basicamente, do passado - quando era jovem, cobiçada, frequentava grandes rodas sociais, e podia ostentar sua beleza e a riqueza das fazendas do Sul dos Estados Unidos, onde nasceu. No tempo presente da peça, esse tempo se foi há muito. E o que Blanche procura, no inicio da historia, é um lugar onde ela possa ao menos fingir qu...