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Mostrando postagens de maio, 2011

EVELINE (Parte 1)

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Ela sentou-se à janela para ver a noite invadir a avenida. Encostou a cabeça na cortina e o odor de cretone empoeirado encheu-lhe as narinas. Sentia-se cansada. Poucas pessoas por ali passavam. O sujeito que morava no fim da rua passou a caminho de casa; ela ouviu seus passos estalando na calçada de concreto e em seguida rangendo sobre o caminho coberto com cascalho em frente às casas vermelhas. Tempos atrás havia ali um terreno baldio onde eles brincavam toda noite com os filhos dos vizinhos. Mais tarde um indivíduo de Belfast com­prara o terreno e construíra casas — mas não eram casas pequenas e escuras como aquelas em que eles moravam; eram casas vistosas de tijolo e com telhados luzidios. As crianças que moravam na avenida costumavam reunir-se para brincar naquele terreno — crianças das famílias Devine, Water, Dunns, o pequeno Keogh, que era manco, ela e seus irmãos e irmãs. Ernest, no entanto, nunca brincava: já estava crescido. O pai dela muitas vezes enxotava-os do terreno com...

No próximo Mulheres que Pecam estaremos com....

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James Augustine Aloysius Joyce  ( Dublin ,  2 de fevereiro  de  1882  —  Zurique ,  13 de janeiro  de  1941 ) foi um  romancista ,  contista  e  poeta   irlandês   expatriado . É amplamente considerado um dos autores de maior relevância do  século XX . Suas obras mais conhecidas são o volume de contos  Dublinenses / Gente de Dublin  ( 1914 ) e os romances  Retrato do Artista Quando Jovem  ( 1916 ),  Ulisses  ( 1922 ) e  Finnegans Wake  ( 1939 ) - o que se poderia considerar um "cânone joyceano". Também participou dos primórdios do modernismo poético em língua inglesa, sendo considerado por  Ezra Pound  um dos mais iminentes poetas do  imagismo . Embora Joyce tenha vivido fora de seu país natal pela maior parte da vida adulta, suas experiências irlandesas são essenciais para sua obra e fornecem-lhe toda a ambientação e muito da temática. Seu universo fic...

DIVÃ

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Eu confesso E só o que peço é o teu ouvido enquanto me aperto ao teu umbigo Enquanto rasgo uns versos num livro antigo Eu apenas peço porque falo demais E o que eu confesso É o que eu sou capaz Mas não é nada demais o teu apreço Eu não me esqueço dos teus sinais... E se me queres no teu endereço então eu conheço algumas histórias são só pecados que eu te ofereço meus pedaços, meu preço, minha memória.

BLOGGER IS BACK! 24 horas de pura abstinência, mas estamos de volta...UFA!

E mais pecados a serem contados nas próximas horas...aguardem.