As pecadoras de Jorge Amado (III) - O sexo é uma arma em Tereza Batista Cansada de Guerra
Capa do livro (1973) Me chamo siá Tereza Perfumada de alecrim Ponha açúcar na boca Se quiser falar de mim Flor no cabelo Flor no xibiu Mar e rio Tereza Batista , por Dorival Caymmi O pecado em Jorge Amado geralmente é algo contraditório, é uma questão de interpretação. No tocante às suas mulheres, a infâmia que ronda as suas vidas é temperada com a necessária dose de delicadeza, e mistério. Foi assim com o erotismo político (ou a política erótica?) da cabrita Tieta do Agreste e a cozinha cheirando a cravo e canela da sedutora Gabriela. Mas vamos falar agora do que chamaremos de uma exceção à regra. Uma exceção que valoriza o conflito, a violência e o infortúnio - e por esse viés, constrói uma das personagens femininas mais contundentes do universo amadiano. Seu nome: Tereza Batista. No romance Tereza Batista Cansada de Guerra (1972) temos a história de uma mulher que recusa todo e qualquer papel social que tentam lhe impor. É a história de u...