JAULA


Aliás
não acho que sou capaz
de falar o que sinto
pois que o meu labirinto
é cercado demais
é fugido demais
das coisas do espírito

Aliás
se eu olho para trás
finjo que não me ressinto
que nem penso mais
o meu forte instinto
não me deixa em paz
mas também não me faz
atacar o infinito

Aliás
os meus versos iguais
tão parcos, tão aflitos
e circunstanciais
são a dor que eu permito
são as vozes banais
do meu corpo em conflito.

by Claudinha

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ode to Self

O homem, a mulher e o sexo em DRÁCULA - Parte II