CAMINHADA

 

Ando nas pontas dos dedos
sou areia fina no vento
queria parar um instante de tempo
queria guardar todos os segredos
e o ar gelado, e frio e quente
é só uma sensação
é parte do medo
meus pés são brinquedo
mal tocam o chão
minha voz é um sonho
um som sem semente.
Ando sem paz nem desejo
Não paro, não revejo
o que deixei para trás
Meu choro não é mais
Meu riso é uma lágrima
e meus mais belos pecados
são a memória dos meus bocados
são uma dádiva.

Comentários

Vanessa Souza disse…
Pecados em bocados, uma dádiva :)
Olá amiga! Passando para te desejar um ótimo domingo e dizer que adorei o poema. Muito profundo.

Beijos,

Furtado.
Ana Carolina disse…
"Ando nas pontas dos dedos
sou areia fina no vento"

que lindo! adorei...

beiijo
=)
Paulo disse…
Querida Claudinha...

Que poema lindo!!! Minha nossa!!! "Não paro, não revejo
o que deixei para trás" isso é que nos protege do sofrimento. É vida que segue.
Um beijo grande pra ti, Guria!
Sonia Parmigiano disse…
Claudinha,

Lindo verso!!!

Meu riso é uma lágrima
e meus mais belos pecados
são a memória dos meus bocados
são uma dádiva.

Parabéns!!

Tenha uma semana abençoada!!

Beijos,

Reggina Moon
Eduardo disse…
Parabéns pela postagem...Este blog está sempre maravilhoso.

Abraços e Boa Noite.
Neca disse…
Sensibilidade em forma de poema.
Lindo, Claudinha.
Bjs