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PECADORES CONFESSOS...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PANDORA



Guardo todos os meus medos
na velha mala
de velhos segredos
mas este cheiro que ela exala,
e este tempo que se cala...
é um intenso velho estado
é o som dos meus pecados
abram, abram velhos espelhos!



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A ausência do bem...

Edmund Burke (1729 - 1797)


Para que o Mal vença,
Basta que o Bem não faça nada.



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domingo, 5 de dezembro de 2010

PARA TODAS AS PECADORAS DO MUNDO - Uma das músicas mais marcantes da minha vida, e uma das mais bonitas que já ouvi...


Unpretty
(TLC)




Queria poder te colocar no meu lugar
Tirar de voce a sua beleza
Me disseram que eu sou bonita
Mas o que isso te diz?
Quem está lá quando olho no espelho?
A menina de longos cabelos
O mesmo velho "eu" de todos os dias

Por fora tudo lindo
Por dentro estou ruindo
Sempre que acho de me perder
é por causa de voce
Já tentei todos os jeitos
Mas é mais do mesmo
E quando o dia chega ao fim
Tudo cai sobre mim
Estou só me enganando...

Pode comprar seus cabelos compridos
Pode consertar seu nariz se ele tiver pedido
Pode comprar toda maquiagem do mundo
Mas se não puder se olhar a fundo
Descobrir quem voce é, e então
Ser capaz de fazê-lo sentir-se tão
sem a maldita beleza...

Posso tirar sua beleza também...

Nunca insegura antes de o conhecer
Agora estou paralisada
Eu costumava me achar bonita
Só um pouco mais magra
Porque eu procuro estas coisas
para te satisfazer?
Talvez seja melhor me livrar de voce
e depois voltar para mim...




NOTAS:
1) A palavra unpretty não tem tradução direta para o português. Alguns a traduzem apenas pelo antônimo de pretty (bonito), mas o vocábulo também denota um sentimento íntimo de inadequação, de insatisfação pessoal e insegurança. Por isso optei na tradução por desmembrá-la na expressão "sem beleza", já que a abstração na palavra "beleza" sugere algo mais profundo do que a boa aparência.

2) A letra desta música é de autoria de Lisa "Left-Eye" Lopez, o "L" do grupo TLC, que faleceu tragicamente em 2002 num acidente de carro em Honduras, um pouco antes de completar 31 anos de idade. Por isso voce verá no final deste video uma foto da "rapper" com a expressão R.I.P (Rest In Peace, ou como no nosso português, Descanse em Paz) .

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

As Cariocas: Stanislaw Ponte Preta e a veia cômica do realismo rodriguiano.



As Cariocas (Rede Globo 2010)


Elas são volúveis, neuróticas, desconfiadas e potencialmente insatisfeitas com suas próprias vidas. Mas em vez de matar suas figuras paternas, corromper suas crias, suicidar-se ou fugir para longe, elas procuram amenizar uma existência para elas caótica e sem saída. A ambientação não podia ser outra – a cidade do Rio de Janeiro. Assim temos As Cariocas (Globo – 2010), série criada por Daniel Filho a partir do livro de crônicas homônimo escrito em 1967 por Sérgio Porto (1923-1968), alias Stanislaw Ponte Preta. O elenco dirigido por Cris D' Amato e Amora Mautner interpreta o cotidiano de dez insensatas mulheres, em episódios pontuais associados à determinados bairros da cidade do Rio. Uma série de enquetes que, se transpostas para o teatro, poderiam ser classificadas como Comédias Cariocas, numa alusão esteticamente perfeita às Tragédias Cariocas de Nelson Rodrigues (1912-1980)*.

A “rajada de monstros” que formava o teatro de Nelson Rodrigues causava espanto, repulsa, reconhecimento e aplauso e valorizava, segundo o dramaturgo, a reflexão pela catarse, e o aprendizado pela dor. Adquiriu através do crítico Sábato Magaldi denominações específicas de acordo com as características mais marcantes nas peças – embora não se pudesse dizer que elementos míticos, psicológicos e trágicos não estivessem presentes em todas elas. Ainda assim, o que Magaldi apelidou de Tragédias Cariocas constituía uma série de enredos dramáticos ambientados na cidade maravilhosa, em que acontecimentos simples do cotidiano tomavam proporções grotescas e em alguns casos, violentas. A maioria das histórias das peças encontra ressonância no conjunto de crônicas intitulado A vida como ela é (1950), idealizado por Rodrigues para o jornal A Última Hora.

A questão é que a heroína rodriguiana, nas Tragédias Cariocas como nos demais trabalhos do dramaturgo, é o paradigma da frustração e da revolta com o papel que lhe é imposto. Em consequência, torna-se amarga, ferina, ou pre-disposta à transgressão – do adultério ao escracho, da dissimulação ao assassinato. São mulheres fortes, pássaros em gaiolas chauvinistas que, por vezes, bicam as proprias grades. O objetivo de Nelson sendo o enfrentamento e a crueza, seus textos descambam invariavelmente para a ironia patética ou para a tragédia violenta. Em Os Sete Gatinhos, as filhas prostituídas pelo pai se unem para matá-lo a facadas. A Glorinha de Perdoa-me por me traíres manipula e envenena o tio, assassino de sua mãe. A “Falecida” orienta em carta que seu amante financie-lhe um enterro de primeira, mediante o pedido de seu marido. Sem falar de um Beijo “gay” no Asfalto, e da Bonitinha mas Ordinária Maria Cecília, que já nos rendeu um artigo anterior. Em todos os casos o humor (se existe) é involuntário, e a atmosfera é pesada, lúgubre. Tal não é a saída dramática de Sérgio Porto.

Nas Cariocas de Porto, sente-se a mesma dose de frustração e volubildade da mulher rodrigueana, porém, a mulher dos anos 60 é outra – mais falante, demolidora de preconceitos. Assim as mulheres expressam seus anseios de maneira mais eloquente, sem precisar de subterfúgios. Menos condescendentes, amenizam as próprias dúvidas sendo um pouco mais delas mesmas, sua neurose não tão sujeita à total repressão. São famílias sem a figura paterna tão presente, como em “A desinibida do Grajaú”, onde a maior influencia na socialização da heroína é a mãe, que incentiva estereotipação da filha – e da mulher por tabela, em um padrão de aparência, uma herança da visão machista do feminino. Em Sergio Porto, a crítica se rende ao sarcasmo e a monstruosidade se revela através do ridículo, tornando o “aprendizado” mais sutil, porém não menos catártico. Apenas o instrumento de catarse muda do choro para o riso.

Numa outra análise, podemos até verificar uma certa paridade entre, por exemplo, a Adultera da Urca e a rodriguiana A Mulher sem Pecado. embora a paranóia obssessiva de Olegário não se observe no suposto marido traído nesta crônica de Porto. A degringolação da instituição do casamento, e o fato da mulher perder a paciencia com a iniquidade dentro do relacionamento amoroso constitui a base da potencial frustração de quase todas as heroínas retratadas na minisérie, e também encontra ressonância nas mulheres das Tragédias Cariocas de Rodrigues.

O pecado dessas mulheres é a voz, é a originalidade de expor seu pensamento, seu comportamento, seu sentimento. Esta exposição culmina em dois vértices: a comicidade irreverente de Stanislaw Ponte Preta e a tragicidade atroz de Nelson Rodrigues. Pela dor ou pelo riso, as mulheres de ambos os autores colocam a transgressão em perspectiva e, assim, desenvolvem uma forma alternativa de extravasar a si mesmas.


*As Tragédias Cariocas são, de acordo com Sábato Magaldi: A Falecida, Perdoa-me por me traíres, Os Sete Gatinhos, O Beijo no Asfalto, Boca de Ouro, Bonitinha Mas Ordinária, Toda Nudez Será Castigada e A Serpente.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Sobre a fé...

 
Para os que creem, nenhuma prova é necessária;

Para os que não creem, nenhuma prova é possível.



Stuart Chase (1888-1985), American writer 

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sábado, 20 de novembro de 2010

DOAR PALAVRAS NÃO CUSTA NADA...PORQUE NÃO TEM PREÇO!


DOE PALAVRAS
Um projeto do Instituto Mário Penna



Conheci este projeto através da Rosane Marega, e achei delicado e original. Voce manda uma mensagem aos pacientes que se tratam de cancer no Instituto Mário Penna, através do site do projeto ou do seu Twitter, e as suas palavras aparecem num telão daquele hospital para que os pacientes leiam...é simples mas quantas pessoas não seguem em frente por falta de alguém que as empurre?

Aplaudo a iniciativa da Rosane de divulgar este lindo projeto no seu blog. Já doei minha mensagem, e espero que voces também se sintam incentivados a fazer o mesmo! É só clicar na imagem...

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O pecado de Lady Chatterley - à luz de Madame Bovary.



Madame Bovary, de Gustave Flaubert, está listado entre os 100 melhores livros de todos os tempos. É certamente um livro fundamental, especialmente no tocante à (des)construção da individualidade feminina. Emma Bovary é uma protagonista intensa emocional e psicologicamente – e por isso mesmo, distanciada de seu meio. Sua defesa de si mesma é um caso perdido diante de uma sociedade chauvinista, escravizante, generalizadora. É a tragédia do feminino em potencial – um exemplo de degradação do indivíduo em relaçao ao ambiente.
Neste post vamos falar de uma personagem criada a partir do modelo Bovary – mas que faz o caminho inverso ao tragicismo de Emma. Estamos falando de Constance Reid, ou simplesmente Connie, ou, como passou a se chamar depois de casada, Lady Chatterley.
O amante de Lady Chatterley (1928), de D.H. Lawrence, foi proibido em vários países na época de seu lançamento por ser considerado provocativo, imoral. Lawrence descreve em detalhes as relações sexuais entre Connie e seu amante, Oliver Mellors. Nomeia orgãos genitais, explicita preliminares sexuais, e o ato em si. O romance não foi liberado para publicação na Inglaterra antes de 1960. De fato é um livro “aberto”, honesto quanto à caracterização do corpo como instrumento de expressão do indivíduo. O sexo, para Lawrence e no contexto do romance, representa o reconhecimento do indivíduo enquanto parte do mundo sensível, um ser cuja presença faz diferença no mundo.
Só esta premissa nos parece um oposto direto à contextualização da Emma de Flaubert. Emma, como Connie, também usa o corpo como representação da sua individualidade, e a sua frustração sexual também é a sua frustração enquanto individuo. Mme. Bovary se recusa a ser uma peça na engrenagem de uma sociedade que acharca o seu desejo, e o seu arbítrio. Recusa-se a submeter-se ao papel imposto a ela – despreza o marido, ignora a filha. Procura construir uma imagem que a destaque, a diferencie das cores locais – mas acaba consumida pelos proprios vícios. Lady Chatterley, apesar de fazer o mesmo exercício de afirmação da individualidade, tem uma visão de mundo menos idealista do que Emma. Constance tem uma formação profundamente intelectual, vem de uma familia burguesa ascendente, tem total conhecimento das regras do jogo social; não a aprendeu nos livros do colégio interno, como Emma. Tendo também a insatisfação sexual como ponto de partida, Constance não atira a esmo; não se joga entre sonhos e sensações frívolas, buscando a completude que imaginara para si. Há um processo de maturação na personalidade de Constance que não se enxerga em Emma. E é neste ponto que suas histórias deixam de convergir.
A escolha do parceiro sexual é um exemplo na diferença de perspectiva de Emma e Constance. Emma tem pelo menos três amantes diferentes no decorrer da narrativa de Flaubert. As descrições das aventuras sexuais de Emma são envoltas em atmosferas de sonho, a sua intensidade está na idéia do sexo, e não no sexo propriamente dito. Já Lady Chatterley tem apenas um amante, Olliver, empregado da casa de seu marido. A relação dos dois é narrada literalmente por Lawrence, conferindo ao romance um realismo “perigoso” – porque aproxima demais leitura e leitor. Constance e Olliver desenvolvem uma historia de afinidade, companheirismo, temperado com um desejo intenso e uma procura pelo equilíbrio entre a satisfação sexual e a satisfação pessoal. Tal desenvolvimento não se encontra nos romances de Emma Bovary. Emma usa o sexo extra-conjugal como valvula de escape, e tenta desesperadamente igualar satistação sexual com a sua fantasia. O que invariavelmente resulta em frustração.
Ambas lidam com a impotência – literal ou figurativa – de seus maridos. Charles Bovary é um homem burocrático em todos os sentidos. O que faz com que Emma se desiluda do casamento a partir da lua de mel. Já o marido de Constance é um aristocrata que se fere na I Guerra Mundial – paralisado da cintura para baixo e também impotente. O descasamento sexual tanto de Emma quanto de Connie é o gatilho pela busca por novas experiências. Mas Emma jamais amadurece, sempre buscando o romantismo dos livros que lera na infancia, sempre enxergando um príncipe encantado em seus amantes intelectuais e/ou de alta classe. Connie e Olliver se aproximam pelas decepções em seus relacionamentos, e confiam um no outro para se complementarem, se equilibrarem. Oliver é um homem de boa educação mas de origem proletária, o que não é um impedimento para Connie, pois demonstra a disposição de Lawrence de aproximar a protagonista de uma realidade palpável, miscigenando socialmente os personagens. Em consequencia dessa aproximação, o caso entre Connie e Olliver cresce e floresce,enquanto os relacionamentos de Emma Bovary jamais duram muito.
Como resultado, a individualidade intensa e conflituosa de Emma definha rapidamente, e desintrega-se no meio que a cerca. Sem conseguir se auto-afirmar, Emma observa o proprio processo degenerativo quando seu ultimo pedido antes de morrer é um espelho. O seu suicidio significa o ataque final contra um corpo que já não se reconhece, e que está fadado ao desaparecimento. Já Connie e Olliver tem um final feliz, livrando-se de seus casamentos e se unido oficialmente. Lady Chatterley regenera sua individualidade e se reafirma enquanto ser que deseja, usando o jogo social a seu favor.
O contraste entre a degeneração e a regeneração do individuo – que está diretamente relacionada entre a França aristocrática do sec. XIX (Flaubert) e a Inglaterra pré-industrial do inicio do sec.XX (Lawrence) – acaba por desvincular os pecados de Emma e Constance. O adulterio de Emma é uma forma de escapar; o adulterio de Connie é uma forma de enfrentar. Em ambos os casos, a tríade corpo/mente/individuo é usado como instrumento embora, no final, todo o esforço dessas mulheres desemcambe ou para o drama resolvido ou para a imensuravel tragédia.


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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Esta frase não é cruel, mas é a pura verdade...

Benjamin Franklin envolvendo um aluno em seu experimento

Diga-me e eu vou esquecer.
Ensine-me e eu vou lembrar.
Envolva-me e eu vou aprender.


Benjamin Franklin (1706-1790), cientista e um dos fundadores dos EUA

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domingo, 7 de novembro de 2010

ESSÊNCIA


É a alma, é a alma
Este torto desembaraço
Este senso incontido
Esta calma
que não faz sentido
é a alma,é a alma
é o perigo…
ou este abismo
de silêncio vivido
é um verso antigo
este cinismo
que encarna
que repele
que não abandona o abrigo
é a alma, é a alma
este fosso, este Karma
este inimigo.

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Será que meus textos me levarão ao estrelato? Teste interessante...

I write like
J. K. Rowling
I Write Like by Mémoires, journal software. Analyze your writing!

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