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Mostrando postagens de junho, 2009

Sobre a autora de Jane Eyre (II)

Conventionality is not morality. Self-righteousness is not religion. To attack the first is not to assail the last. To pluck the mask from the face of the Pharisee, is not to lift an impious hand to the Crown of Thorns. These things and deeds are diametrically opposed: they are as distinct as is vice from virtue. Men too often confound them: they should not be confounded: appearance should not be mistaken for truth; narrow human doctrines, that only tend to elate and magnify a few, should not be substituted for the world-redeeming creed of Christ. There is — I repeat it — a difference; and it is a good, and not a bad action to mark broadly and clearly the line of separation between them. Charlotte Brontë Prefácio a 2a. edição de Jane Eyre (1847) P.S.>> " Convenção não é moralidade. Auto-afirmação não é religião. Atacar o primeiro não é criticar o segundo. Arrancar a máscara do rosto do Fariseu não é estender uma mão ímpia para a Coroa de Espinhos. Estas coisas [convenção...

[off] Michael Jackson (1958-2009)

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Michael, ídolo da minha infância, adolescência e adultice rei de toda literatice e da imundície do mundo popular vai cantar e dançar no céu de Alice na terra onde alguem já disse o tempo nunca vai passar. Adeus .

Sobre a autora de Jane Eyre

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I dangers dared, I hinderance scorned, I owens did defy. Whatever menaced harrassed, warned I passed inpetuous by . Charlotte Brontë (1816 -1855) P.S> A tradução seria mais ou menos assim: Eu perigos enfrentei Eu obstáculos desprezei Eu a homens desafiei. Qualquer intimidação, Assédio, ameaça Eu impetuosa ultrapassei.
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A prostituta só enlouquece excepcionalmente. A mulher honesta, sim, é que, devorada pelos próprios escrúpulos, está sempre no limite, na implacável fronteira. Nelson Rodrigues, criador de algumas das mulheres que pecam do teatro moderno brasileiro.

Jane Eyre - leituras da época vitoriana

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"Críticos vitorianos, indubitavelmente percebendo a intensidade subliminar da paixão de Brontë, parecem ter entendido este ponto muito bem [i.e., o fato do personagem Jane Eyre ser o "símbolo de uma rebeldia apaixonada e mal disfarçada"]. A sua 'mente contém nada além de fome, rebeldia, e fúria', Matthew Arnold escreveu sobre Charlote Brontë em 1853. [...] 'Jane Eyre é do início ao fim a personificação de um espírito indisciplinado e irregenerável', escreveu Elizabeth Rigby no The Quaterly Review em 1848 [...]. Anne Mozley, em 1853, relembrou para o The Christian Remembrancer que 'Currer Bell' [pseudônimo de Brontë] parecia na sua primeira aparição uma autora 'amarga, àspera e reclamona; uma alienígena da sociedade, intolerante a todas as suas leis'. Mrs Oliphant relatou em 1855 que 'dez anos atrás nós professamos um sistema ortodoxo de fazer romances. Nossos amantes eram humildes e devotados... e ó único verdadeiro amor que valia a...

Mulheres que Pecam n.1 - Jane Eyre

A história de Charlotte Brontë, na minha opinião, é um dos primeiros manifestos abertamente femininos (como também feministas ) que surgiram na prosa romântica. A protagonista Jane é a anti-musa: nas suas próprias palavras, uma moça simples, sem refinamentos nem beleza. Orfã de pai e mãe, de personalidade forte desde criança , não aceita os maus-tratos da esposa de seu tio - Sra. Reed - e de seus três filhos. Internada num colégio de padres, educou-se praticamente sozinha, sobrevivendo às rígidas regras de conduta dos religiosos, que lhe aplicavam sucessivas punições por considerarem que Jane possuía o que chamavam de "espírito rebelde". Sustentando-se com a experiencia adquirida no colégio interno, Jane aceita um posto na casa de Edward Rochester, um homem rico, charmoso e misterioso, acostumado a belas mulheres. Jane se mostra sempre firme, gentil, mas sem finos tratos. Sua franqueza e fortaleza de caráter acabam conquistando o poderoso Rochester, por quem também se apaix...

Por quê?

Quero explicar como nasceu o título deste espaço. "Mulheres que pecam" é inspirado no título da primeira peça de Nelson Rodrigues, "A mulher sem pecado", que foi objeto de minha dissertação de Mestrado, defendida recentemente pela UERJ. No contexto de minha pesquisa, abordei como as personagens femininas rodrigueanas são rotuladas em determinados comportamentos, em como a misoginia determina estas rotulações não apenas no contexto das mulheres de Rodrigues, mas em torno do feminino, de maneira geral. Me interessou, durante o meu estudo, examinar a força de determinadas personagens, num mundo basicamente avesso ao seu poder de expressão mas que, ironicamente, não se equilibra sem que a voz feminina seja ouvida, ou se rebele. Ao estabelecer um diálogo entre os personagens rodrigueanos e os personagens shakespeareanos, acabei encontrando um padrão similar de rotulação, uma propensa associação do feminino à transgressão, ao pecado, e muitas vezes, ao trágico. Não me pro...
Pecados sem alma Sem calma Sem partida nem chegada Inconsequências Experiências de vidas despedaçadas É um fazer sem pensar sem poder nem perdoar É um estar sem saída é pular no meio do mar, perdida sem respirar...

Estréia!!

Quero dedicar este espaço a todos que, como eu, são amantes da leitura, da arte, da imaginação e da cultura. Nestas pequenas inserções pretendo expor opiniões, pensamentos, arriscar composições, poesias, pequenas belezas. Enfim, criar. Estarei feliz em compartilhar as composições, criações e exposições de quem quiser dividir este espaço comigo. Estarei sempre aberta a críticas, sugestões, comentários. É isto amigos. Este é um blog de memória, de coração e de impulso, em homenagem, principalmente, a todas as pecadoras do mundo. Explicarei o título, oportunamente. Afinal, este espaço esteve, está e sempre estará em construção. Bem-vindos!