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Mostrando postagens de dezembro, 2009

MULHERES QUE PECAM N. 7 - Edição Especial p. III

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Para terminar esta edição especial, vamos falar da mais polêmica das figuras femininas dentro da narrativa da Bíblia: Maria Madalena. Figura profundamente controversa, cuja origem e história não estão descritas de forma clara nos evangelhos do Novo Testamento, Madalena é a mais mencionada companhia feminina de Jesus Cristo, depois da Virgem Maria. Creio que podemos dizer que Madalena seria uma das visões de amor que cercam a historia de Jesus. Assim como o amor de Maria, o amor simbolizado na figura de Madalena não é algo que vá estar explicitado nos livros canônicos. O amor materno é uma demonstração de poder associado à femininidade e carrega consigo um forte apelo emocional, e erótico. O amor romântico é desestrurador, sujeito às vicissitudes da carne e, por conseguinte, desestabiliza o discernimento. A volubilidade do amor romântico também é um aspecto frequentemente associado ao feminino. Nenhum desses sentimentos, portanto, é pertinente à narrativa canônica. Os evang...

MULHERES QUE PECAM N. 7 - Edição Especial p.II

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Em contraponto ao mito de Eva, temos a incontestável figura de Maria, a mulher que concebeu imaculada o Deus-homem. Maria não é uma deusa, mas o que a cultura cristã chama de "santa", um ser humano iluminado, tocado com o desígnio do Divino, destacado para uma missão que exige uma fé incondicional. Maria talvez seja a única figura feminina da Bíblia no qual se exercita inteiramente essa total contemplação do divino, esse êxtase missionário que é também uma sublimação da fé. "Faça-se". Com essas palavras Maria autoriza o anjo a invadi-la com o Espírito Santo e assim, entrega seu corpo intocado à concepção do Salvador. A força dessa passagem bíblica dentro do inconsciente coletivo é extraordinária - denota um total desprendimento, um abandono da curiosidade, do desejo e de qualquer ambição maior. Maria não ambiciona o divino; ela se torna o seu instrumento. Por sua propria escolha, Maria recusa sua natureza-MULHER, resumindo-a inteiramente à sua natureza-MÃE. Sim, M...

MULHERES QUE PECAM N. 7 - Edição Especial p.I

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De acordo com o livro bíblico Gênesis , o primeiro ente representante da espécie humana foi o homem; e mais tarde, para que o homem tivesse uma companheira, Deus criou a mulher. Adormeceu o macho e tirou-lhe uma costela, para fazer o corpo feminino. Colocou ambos num jardim auto-suficiente e disse-lhes que comessem de tudo, menos do fruto de uma determinada árvore. Mas Eva, a primeira mulher, desobedece as ordens do Criador, comendo do fruto e dando-o ao seu marido, influenciada pelo animal guardião da árvore. Depois de descobrir a traição de Eva, Deus condena o homem a trabalhar a terra, caçar e pescar para sobreviver; condena a mulher a sangrar todos os meses, a parir dolorosamente os seres de sua espécie, e ser subjugada por seu marido; e condena a espécie do guardião da árvore a rastejar para sempre. Assim o primeiro livro do Velho Testamento descreve o mito de Eva, mulher de Adão e portadora do genoma supostamente maldito da espécie feminina. Muitas coisas podem se inferir d...

MULHERES QUE PECAM N. 7 - Edição Especial

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Esta edição, dividida em duas partes (talvez três) será dedicada a três figuras femininas das mais fortes e que postulam grande parte do imaginário criado em torno da personalidade da mulher, sobretudo na cultura ocidental e paternalista. É muito significativo que duas delas possuam o mesmo nome, e que todas compartilhem estigmas de conduta e pensamento. Mas este blog fala de personagens femininas literárias. Então, por que inseri-las? Porque a verdade é que, embora a idéia geral seja de que pelo menos duas delas tenham vivido nos primórdios de nossa civilização – e por “nossa civilização”, entenda-se a civilização ocidental cristã – não podemos afirmar se elas existiram da maneira como são retratadas nos livros da maior obra literária de todos os tempos – a Bíblia Sagrada. Estamos falando, respectiva e cronologicamente de Eva, a primeira mulher; Maria, a Virgem-Mãe; e Maria, a Madalena, discípula controversa de Jesus Cristo. Primeiro livro a ser impresso na era moderna, é precis...
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Anjo...

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Meu anjo de garras tesas Cheio da lua dos amantes Cercado de essência e desejo Encantado como o beijo Que me deste antes... Tens razão...não há pecado Pois é tênue a luz dos amados É a rasgada cumplicidade Explorando a intimidade, Os segredos encerrados... Meu anjo de garras ristes Que te comam as lobas más Pois o corpo aquém do luar É um corpo triste Ressentido da volúpia, E da fome infinita de amar.

A Letra Escarlate - citações (2)

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ELAS POR ELES N. 4 - William Shakespeare (1)

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The Dark Lady Sonnets William Shakespeare (1524 - 1608) Sonnet 130 My mistress' eyes are nothing like the sun; Coral is far more red, than her lips red: If snow be white, why then her breasts are dun; If hairs be wires, black wires grow on her head. I have seen roses damasked, red and white, But no such roses see I in her cheeks; And in some perfumes is there more delight Than in the breath that from my mistress reeks. I love to hear her speak, yet well I know That music hath a far more pleasing sound: I grant I never saw a goddess go, My mistress, when she walks, treads on the ground: And yet by heaven, I think my love as rare, As any she belied with false compare. Minha tradução: Soneto 130 Aquela que eu amo não tem o sol no olhar Também seus lábios não são tão vermelhos Se a neve é branca, por que seu seio amorenar? E se pelos são fios, fios pretos são seus cabelos. Já vi rosas rubras, brancas e adamascadas, Mas nunca em suas faces vejo tais flore...

A Letra Escarlate - Citações (1)

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Anjo...

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Versos by Claudinha

Química

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Um olhar, um simples olhar Uma flecha contra os sentidos inflada do veneno de amar rasgando todos os tecidos Um olhar de chuva, olhar de mar contra qualquer sorriso triste transbordando o desejo, o ar lavando o medo, que insiste É um olhar de luz, de luar Um olhar fixo entre os dedos fazendo o sexo penetrar revelar os velhos segredos É um olhar típico do olhar que estanca o sangue, e a sorte reiventa o vício, para provocar em todo o libido, a morte.

MULHERES QUE PECAM N. 6 - HESTER PRYNNE

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A obra-prima de Nathaniel Hawthorne, A Letra Escarlate , é como o proprio narrador faz questão de classificar, uma lenda. Uma historia de principios distorcidos, falsos profetas, aparencias, costumes. Uma historia de hipocrisia. Hester Prynne, a heroina romântica de Hawthorne, é uma mulher que se apaixona por um homem de uma comunidade na Nova Inglaterra e concebe uma menina, fruto dessa relação. Acontece que Hester é casada com Roger Prynne - um médico, pesquisador da cultura primitiva, que desaparece por dois anos e retorna justamente no momento em que a esposa está sendo julgada por adultério, tendo a prova do pecado encarnado no espírito indomesticado da criança, chamada Pérola. Roger Prynne percebe o poder que tem nas mãos pois, se revelar-se como o marido desaparecido, todos terão certeza da traição da mulher e sua pena será a execução. Hester, por sua vez, reconhece o marido na multidão e percebe que está em suas mãos. Desejando se aproveitar dessa vantagem, Prynne as...