PECADORES CONFESSOS...

domingo, 9 de maio de 2010

As Mães do divã de MULHERES QUE PECAM

Jane Eyre – depois de decidir que se uniria maritalmente com um homem que acreditava ser casado, Jane teve uma filha de Edward Rochester. E ainda cria Adelle, filha de um antigo caso do marido. Felizmente Rochester já estava viúvo quando ela voltou a Thornfield para viver com ele.

Catherine Earnshaw – teve uma filha, Kathy, fruto do casamento com Edward Linton. A menina nasceu sem o espírito selvagem da mãe, mas sua semelhança física com Catherine lhe rendeu maus momentos nas mãos do vingativo e apaixonado Heathcliff.


Capitu – teve um único filho, Ezequiel, que o marido Bento “Dom Casmurro” Santiago afirma ser a prova cabal de seu adultério com Escobar, amigo do casal. Bentinho afirma que Ezequiel é a cópia de Escobar em todos os sentidos: fisicamente, o jeito de andar, de falar, os gestos. Mas, é claro, que este podia ser apenas o seu ponto de vista...



Madame Bovary – teve uma filha com o marido, o obscuro médico Charles Bovary. Emma tinha problemas de aproximação com a menina, que considerava a continuação de seu sofrimento, a perpetuação de sua prisão como mulher. Deixava a menina sempre aos cuidados de uma ama de leite; mais tarde, resolve levá-la para casa, mas não muda seu comportamento com a filha.

Luciola – morre no parto de seu único filho com Paulo. Prefere morrer tentando dar-lhe a luz a abortá-lo. Paralelamente, tem uma afeição maternal pela irmã mais nova, Ana, e é para criá-la dignamente que se torna prostituta. Paulo passa a ser o tutor de Ana após a morte de Luciola.

Hester Prynne – mãe de Pearl, o pivô de toda a sua provação com a letra escarlate. A menina foi concebida numa relação extra-conjugal com o pastor do vilarejo, Arthur Dimmesdale. Passa a bordar e costurar para fora para sustentar a menina, e adquire o respeito dos moradores da vila, apesar do adultério.

Mrs. Clarissa Dalloway – tem uma única filha, Elizabeth, fruto do seu casamento com o pacato Richard Dalloway. A jovem Elizabeth é o oposto exato da jovem Clarissa: subserviente, cordata, influenciável, tem amizades perigosas que Clarissa não aprova. E Clarissa suspeita que Elizabeth seja homossexual...

Lolita – aparece grávida na última parte da narrativa de Nabokov. A gravidez é fruto de seu casamento com um jovem pobre e batalhador. Já destituída da brejeirice que enlouqueceu o pedófilo Humbert, Lolita morre dando a luz ao bebê – uma menina, é claro.

Lady Macbeth – a mãe mais polêmica que já passou por este blog. Há várias sugestões em Macbeth que sustentam a teoria de Lady Macbeth teve filhos - muito provavelmente de uma união anterior, já que o próprio Macbeth afirma que o seu "cetro" é estéril. Mas as crianças nunca aparecem, e há evidências na peça de elas não mais existem quando da união do casal protagonista.

Maria, mãe do Cristo – a mãe de todos que, segundo reza a lenda cristã, concebeu Jesus Cristo imaculada, quando ainda era solteira, recebendo o Espírito Santo. Sua gravidez teria provocado desconfiança em todos, inclusive no noivo, José. Até que o próprio José recebera a visita o anjo anunciando a vinda do Cristo pela concepção de Maria.

Eva – a mãe primeira, a mãe da dúbia natureza feminina, a mãe da humanidade expiadora de seus pecados. Segundo reza o Gênesis, Eva teria induzido Adão a desobedecer a Deus, comendo do fruto da arvore da consciência. Foi expulsa do Éden com Adão e com ele teve três filhos: Caim, Abel e Seth. Teve de testemunhar o filho mais velho Caim matar o próprio irmão, Abel, por ciúme. Alguns dizem que foi castigo...

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3 comentários:

Lianara **Lia** disse...

Olá!
Achei você no blog da Tais Luso, vim espiar e virei seguidora! Gostei!

Beijos

Lia

Blog Reticências...
http://liaks25.blogspot.com/

Tais Luso disse...

Claudinha, lendo sobre as mulheres de Machado de Assis e outras, penso que tudo se compreende e se aceita. Só ta difícil de entender o 'caso' da 'Virgem' Maria, mãe de Deus... Olha, amiga, puxo o que dá pelos meus neurônios... mas não deu, ainda, para entender o que a igreja nos empurra há 2000 anos: é biologicamente impossível, só ela que ainda não entendeu. E seus fiéis seguidores.

Beijos
Tais luso

Claudinha Monteiro disse...

Sim, é verdade Taís. Virgem ou não, acho Maria um exemplo de resignação, fé e coragem, já que ela topou ostentar uma barriga sem marido apenas pela fé de que seu filho era um íncubo que salvaria o mundo. Mas concordo com voce, o mito é dificil de engolir. Adoro ler sobre as tentativas de se desmitificar a historia de Jesus, pois assim tambem certos aspectos místicos também são chamados à realidade. Não que a religião não faça sentido. Acho apenas que a fé deve se basear na verdade e não em mitos com motivações políticas...

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