PECADORES CONFESSOS...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Emily, por Charlotte Brontë...

Na natureza de Emily os extremos do vigor e da simplicidade pareciam se encontrar. Sob uma cultura não-sofisticada, gostos não-artificiais, e uma aparência despretensiosa, morava um poder secreto e um fogo que podia inflamar a mente e o sangue nas veias de um herói; mas ela não tinha nenhuma sabedoria secular; seus poderes não eram adaptados para a vida prática: ela não conseguia defender seus direitos mais declarados, ou aproveitar-se de sua vantagem mais legítima. Devia sempre haver um intérprete entre ela e o mundo. Sua vontade não era muito flexível, e geralmente ia contra seus interesses. Seu gênio era magnânimo, mas esquentado e impulsivo; seu espírito era completamente livre.
(nota biográfica publicada na edição de 1850 de O morro dos ventos uivantes)
(tradução de minha autoria)

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